Companheiros de missão
 


Ainda antes da Canção Nova como instituição jurídica, e bem antes da Comunidade, Deus colocou a Luzia em minha vida. Não foi algo previsto nem buscado. Pelo contrário: se eu fosse escolher, escolheria outra pessoa; mas foi ela quem surgiu desde o início como “companheira na missão”.

Luzia esteve presente em tudo. Na primeira casa de encontros; no primeiro disco que gravei: ’Canções para orar no Espírito’, no segundo e, principalmente, na inspiração das músicas e na gravação do ‘Amor Vencerá’; na aquisição do terreno para a Casa de Maria em Queluz; na criação da Canção Nova como entidade jurídica; no planejamento e na realização do catecumenato; no início da comunidade, no pedido de consecução do primeiro programa de Rádio, na aparelhagem de som para os grandes encontros.

Foi ela que Deus colocou ao meu lado como companheira na missão. Eu não agia sozinho: a missão ia se realizando junto com ela. Daí o nome “Companheira de Missão”.



Posso dizer: Luzia entrou me minha vida de padre. Ela me ouviu tantas vezes... me viu e me deixou chorar... Aqueles começos de Renovação e de Comunidade foram duros demais: quanto desencontro... quanta incompreensão... Foi uma enorme graça de Deus a presença de Luzia em minha vida.

Outra pessoa que Deus pôs para viver e trabalhar comigo foi Eto. Ele esteve nos inícios do trabalho com jovens e com a Renovação na cidade de Queluz. Esteve nos começos da casa de encontros em Areias. Eto foi o segundo presidente da Associação Canção Nova e entrou numa hora dolorosa e decisiva.

A Fundação João Paulo II, base jurídica para a Canção Nova, só existe por sua causa.

Entre os membros da Fundação, ele ocupa o lugar de um irmão mais velho de todos e, muitas vezes, de pai.

Sua autoridade é cada vez mais serenamente aceita. Essa autoridade vem do carisma Canção Nova que ele traz em si e que ele trabalha incansavelmente para que se realize concretamente.

Ele está, comigo e com Luzia, no coração da Canção Nova. O carisma e a Missão nele têm peso!

Não sei definir com palavras toda a sua função. Só sei que ele me complementa num campo muito importante e imprescindível. Ocupa em lugar e desempenha uma função que é só dele.

Penso que defino bem dizendo que ele é outro companheiro de Missão.